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Mães da Geração Z: para onde a maternidade está caminhando?

Você já se perguntou se é parecida com outras mães da sua geração? E no que é diferente das que tiveram filhos dez anos atrás? 

Depois das mães da geração X, que nasceram até 1980, e das millennials (a geração Y que hoje tem entre 28 e 43 anos), chegou a vez das mães Z. Elas ainda têm filhos pequenos, até porque são jovens: estão na faixa entre 18 e 27 anos. Mas, afinal, como essas mulheres estão encarando a maternidade? 

Uma pesquisa recente realizada com 6.000 mães pelo periódico norte-americano Motherly traz algumas respostas. E você vai gostar de saber que os resultados mostram alguns avanços importantes, que estão sendo festejados inclusive pelas mães das gerações anteriores.

Imagem: Freepik/senivpetro

Um bom exemplo é que 60% das mães entrevistadas que pertenciam à geração Z disseram que havia uma divisão equivalente das tarefas domésticas com seu parceiro em casa. E, provavelmente como consequência disso, 53% delas responderam que tinham uma hora disponível para suas próprias atividades todos os dias. Grandes avanços, certo?

Por outro lado, o conflito entre a presença da mãe no mercado de trabalho e a demanda intensa nos anos iniciais da maternidade ainda merece atenção. Cerca de 82% das mães da geração Z relataram que avaliaram a possibilidade de deixar seus empregos no ano passado, devido ao estresse intenso e aos altos custos de terceirizar os cuidados com os filhos. E 25% delas contaram receber algum tipo de apoio financeiro dos pais (talvez pela pouca idade, uma vez que ainda não saíram da casa dos 20).

Até a pandemia parece ter influenciado a forma como as mulheres pensam a maternidade. Tanto que a pesquisa mostra que as mães da Geração Z são duas vezes menos propensas a pensar em um segundo filho do que mães com menos de 30 anos disseram ser em 2019.

Claro que esses são dados de mães que moram nos EUA, e podem não ser transpostos com o mesmo padrão para as mães brasileiras. Mas indicam uma mudança cultural, que muito provavelmente começaremos a ver por aqui (se é que já não começamos) e que certamente não aconteceu do dia para a noite. Mesmo porque esses pais e mães da geração Z foram um dia crianças de casais da geração X, que sempre discutiu uma divisão mais igualitária das demandas domésticas e trouxe um novo olhar sobre a grande importância da participação dos homens na criação dos filhos.

Agora torcemos que pais e mães millennials e Z continuem o processo, encontrando formas melhores de resolver a equação que envolve paternidade, maternidade, necessidade de renda, formas alternativas de execução do trabalho (outra mudança trazida pela pandemia, mas esta positiva) e o cuidado com aqueles rostinhos lindos e fofos, que são o grande motivo pelo qual levantamos todos os dias.

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